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Mostrando postagens com o rótulo Sobre Pertencer

Você me bagunça

Até ontem, nos dias em que as rosas passaram distraídas, pude perceber nos pormenores das coisas, a beleza dos dias… Eu continuava sempre com a minha infinita pequenez a mirar a imensidão dentro dos detalhes que saltavam diante dos meus olhos diariamente… Havia tanto da vida pra ver… Tanto disso com o que se encantar… Apaixonei-me perdidamente algumas vezes, e em todas elas eu acreditei que finalmente o amor havia me chegado… Continuo com a máxima de que os sentimentos verdadeiros não mudam ou morrem, mas que assim como desistimos de ir há alguns lugares, por alguns caminhos… Também podemos desistir das pessoas, principalmente quando isso determina o nosso bem ou mau estar… Até ontem, nos dias em que as rosas passaram distraídas, eu me encantei por diversas delas… Rosas brancas, vermelhas, amarelas - As rosas distraídas, por sua vez… Espetaram-me… não perceberam que as minhas mãos eram de afeto e que eu não as arrancaria de seus galhos… espetaram-me… Até ontem… Até que ...

Hoje

Pensei nas fadas que insistentemente, você tentava me convencer que existiam. Você virava os olhos, citava Caio e falava sobre as histórias da sua infância com amigos imaginários e seres duendes. Eu dizia que não acreditava e você insistia. Dançamos essa valsa por quanto tempo? Alguns diriam pouco. Outros que durou foi muito! Eu fico com a frase de sempre; Não existe muito ou pouco, existe o tempo e Nós tivemos o nosso. "As fadas também existem baby", eu queria concordar com vocês, mas a minha discórdia fazia a gente conversar tanto sobre o amor, quando você se justificava; - se as fadas não existem o que é o amor então menina? Ainda me lembro de você dizendo que milagre mesmo era o amor... Porque os homens são de dar ódio. E sim, antes que escreva perguntando, eles ainda me assombram e passei a concordar com você. Milagre é mesmo amar. Agora pergunto então à ti;...

"Alguns infinitos são maiores que outros"

Dias caóticos, dias extraordinários Dias compostos por Momentos caóticos e Momentos extraordinários . Não há tristezas permanentes, nem tampouco alegrias permanentes o que há é o valor que se dá há dores e prazeres, é isso que determina se parecerá feliz ou triste, e às vezes é esse empenho, essa buscar por estar bem que fará com que fique realmente Bem . Na minha mente algumas vidas se misturam... Algumas pessoas se misturam... Alguns cenários se confundem . Eu sei quem eu sou Quem eu posso ser Só não sei exatamente o que as pessoas individualmente desejam que eu seja Alguns desses desejos talvez se encaixem com o que eu posso  e quero ser, mas outros não . Mas seja como for eu viverei todos os infinitos que os caminhos me trouxerem . .

Sobre encontrar e perder - parte II

Então Deus, enfiando os pés na areia se dirigia ao barco preso na margem O menino olhava. Deus todo calmo, o mundo em caos e ele indo pegar peixes. Deus era doido. Tinha constatado. - Ei Menino, você não vem? Foi andando devagar, olhos calmos e entrou no barco tomando os remos.

Sobre encontrar e perder

O Menino havia passado anos observando toda aquela imensidão salgada que na outra margem apontava o céu. Queria mesmo atravessá-lo nem que fosse a remo. Precisava falar seriamente com Deus. Na manhã suja, vestida de nuvens que dançavam no céu, o menino entrou no barco a vela - tomou os remos em suas mãos de menino, atravessou lentamente todo aquele mar e encontrou-se finalmente com Deus. Com um suspiro breve, e as mãos macias da areia Deus lhe sorriu de costa e de forma quase macia lhe disse. - Oi Menino, finalmente você chegou! Mas porque afinal você veio? - Olá deus, vim porque preciso falar seriamente com você. Deus deu gargalhadas e depois - tornando o semblante sério, lhe disse; - Vieste no lugar errado Menino, eu não falo sobre coisas sérias e perguntas tortas. Estou indo pescar!
Se verdadeiramente ele for o seu pastor, Será também o seu melhor amigo A mão mansa escorregou pra dentro do peito da Moça, Sentia as batidas de seu coração jovem, querendo gaguejar as emoções que sentia. Como quem pisa em terra conhecida ele a acariciou por dentro nas feridas mais doídas. A menina sentia alívio, amor e esperanças e resolveu falar, gostava tanto daquele toque e da voz dele, que puxou papo pra poder ouvi-lo. - Promete que não conta pra ninguém o quanto eu sou mimada? silêncio dele - Promete vai, por favor, por favor, promete! Olha você promete que não conta, e eu prometo que eu nunca mais te deixo. Uma gargalhada longa e gostosa dele. - Você acha menina que essa proposta tem cabimento? Eu já sei que você não vai nunca me deixar. Eu sei de tudo e você sabe que eu não conto porque gosto de mimar você. Vamos ficar assim mais um pouco que logo você dorme. (suspiro dela)...

O menino, o barco e Deus

"Vida vento vela leva-me daqui" Belchior e Fagner Todos os dias ele caminhava na praia e se postava ao mesmo lugar a observar toda aquela imensidão salgada. Era um menino calmo, de olhos fartos de mistério e indagações. Olhava para o mar que se estendia a sua frente como quem vê muito além de todo aquele fluir de ondas constantes. Certa manhã, enquanto olhava, escorregou os olhos para as pedras que subiam rente as águas, eram muitos rochedos. E arrastando a visão, achou sobre suas madeixas acastanhadas, o céu – Azul e imenso. Instantaneamente seus olhos ficaram turvos, encharcaram-se de lágrimas; Sentiu-as, mais salgadas que as ondas insistentes, dançando a mesma valsa, indo e vindo. Pensou em escorrer os dedos e limpar as gotas, mas ao perceber que vazariam muitas outras além daquelas, deixou que o rosto encharcasse. Fechou os olhos na tentativa de olhar dentro de si mesmo, como quem abre a porta de seu próprio ser, verificando as quantas inconstâncias e ques...

Eu, Personagens

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Foto retirada Tumblr O que sou não revela tudo que fui e, nem tampouco transparece o que eu poderia ter sido. A minha urgência é em poder ainda, contemplar sorrisos de quem me reconheça ao certo. Depois que o tempo se passou e a juventude também, sonhos e grande parte do que compunha a minha identidade ficaram para trás. S ou outros personagens . Fruto da visão e conclusão daqueles que me observam quando me veem passar. Sou esses personagens. Mesmo que eles não saibam a minha história ou conheçam os meus sonhos. Mesmo que ninguém me reconheça. Nas ruas, estou em público. Uma a uma, as pessoas me desenham nos seus olhos. Sou seu personagem. Cada ser me vê do modo que bem quer que eu seja e me desenham em suas ideias, formando até mesmo, o meu caráter. Em público, eu sou vários e sou nenhum. Dentre os personagens criados, nenhum possui a minha essência ou transparece a minha verdadeira imagem. E só aquela que fez a minha história existir, saberia dos personagens que sou, fu...

ritmos e moinhos de vento

Encabulado, ele a olhou com os olhos rasos d'água e mirando o vazio da paisagem que se estendia em sua frente - o menino suspirou e disse; - Como você soube? - O quê? - Que estava assim - apaixonada A menina, que sentia aquela sensação sem nome por dentro - sorriu - Eu não via mais nenhuma flor em meio ao asfalto, e mesmo assim, eu ria

Das conversas mais sinceras

Pra onde quer que ela fosse seus olhos a acompanhavam. Observa-a enquanto caminhava vagarosamente pelas ruas – possuía um andar distraído e sempre mantinha os ombros e olhos baixos – tentando se esconder até de si mesma. Quando ela o olhava de frente, encarando seus olhos apaixonados, cuidava de desviar logo o olhar – não suportava que ele estivesse tão perto – tão cuidadoso ele era – embora ela, não merecesse, aos seus próprios olhos, seus afetos. Enquanto a olhava ele sorria se lembrando do dia em que a conheceu – seus olhos esvaíram toda tristeza que a havia tocado até ali, e então a alegria dele passou a ser a dela e a tristeza dela ele tirou. Agora isso, a menina com os olhos tristes e ele cuidando dela de longe, permitindo que ela sempre saiba que ele está com ela – mesmo que de quando em vez, sua presença e amor sejam insuportáveis. Ela ainda gosta de ouvir sua voz. Sentir seu toque. - Porque sempre eu não me conformo com você me amando tanto, não v...

Transeunte

Sentia vontade de se afastar de tudo que a distanciava de si, de tudo que a definhava, tudo que a diminuía... Mas quanto mais se esforçava - percebia, ainda mais distante aquele a quem ela costumava chamar de Deus, daquilo que ela denominava como sendo sua história. "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." Romanos 7: 18,19

Quando a ausência toca

Entrou em silêncio, seu rosto envergonhado fez questão de mostrar toda a sua timidez. Manteve-se quieta e com os olhos baixos o máximo de tempo quanto pôde. Em passos semi-rápidos, dirigiu-se ao primeiro banco da segunda fila de assentos – queria ouvi-lo e observá-lo de perto aquela noite. Ouviu a música, sentiu algo forte lhe incomodar por dentro – Seu rosto, logo foi tomado pelas gotas de suor que lhe escorreram – Sentia náuseas. Suspirou tentando manter o fôlego e a consciência. Quando a música parou, ouviu-o dizer: - Gostaria muito de ficar sempre em sua companhia, mas não sou de momentos, não tenho parte com aqueles que não me querem por inteiro. Seus olhos se encheram d’água e olhando para trás o viu sumindo. Sentia vontade de lhe perguntar; - O senhor volta?– Mas algo lhe impedia - sua indecisão lhe impedia. Ele, entretanto, lhe conhecia por inteiro e voltando-se a fitou dizendo; - tu sabes onde estou, foste tu ...

Do que se era

  - deus vamos combinar uma coisa? - fala filha... ( um suspiro lento e um sorriso leve) - você manda uns ventos e eu molhos os lábios de saliva e fecho os olhos! - para que minha menina? - pra você me tocar pai...   - Pode fechar os olhos e esperar os ventos então filha... Estou indo Fechou os olhos, embebeu os lábios de saliva e foi sendo tocada pelo vento     "Confiamos em teu infinito amor, pois só tu és o Deus eternos sobre toda terra e céu"

A voz que ninguém ouve

--> Há pouco tempo atrás, eu estava tentando compreender, quem ou o que é o Amor e o que ele pensa nas horas vagas, quando não está/mesmo estando, amando. Então em um dia estranho, me peguei fechando os olhos e tragando o ar com força, minhas vistas escuras clarearam e tudo que me lembro é do som da voz dizendo; Imagine você as cenas: Olhos cabisbaixos, lábios secos, por dentro um coração oco. Por mais que as veias bombeiem sangue o mantendo vivo, ele se sente cada vez mais fora do próprio corpo, a cada instante que marca no tic - tac do relógio, ele se sente mais morto e vivendo, chega a quase morrer por não saber como sentir a própria essência. Traga o ar, tentando desanuviar a cabeça cheia de desassossegos e injúrias. Nada adianta, se sente cada vez mais fundo, se perdendo mais, enquanto a vida acontece fora dos seus poros . Em contraponto, noto noutro, um estado contrário; Olhos emitindo uma luz intensa, lábios vestidos com um sorriso dançante, por ...

Sinto sua falta

'Lábios secos, olhos fartos d'água e por dentro, essa ausência que não sara' Nesses momentos meus olhos se tornam fartos, inundados d'água de minhas angústia Nesse desespero, meus lábios se tornam secos, vazios; sem qualquer palavra. E, com os olhos vazios, e os lábios secos; sem palavras, deixo a dor escorrer pelos olhos fartos d'água. E aqui dentro, em meu peito quase oco, continua tudo igual . Ainda estou me perguntando em que ponto da estrada eu Te deixei, eu sei que o deixei, não podia mais suportar Tua companhia. Só não me recordo onde, me esforço mas não consigo saber. Contudo, não precisa fazer tudo de forma a me machucar tanto, já conhece as minhas dores maiores, não precisa provocá-las para que eu perceba o que queres que eu veja, conhece a minha sensibilidade e sabe, que eu sempre sinto o que queres me mostrar ou dizer . E acabo por ficar aqui, Sem nenhuma palavra para proferir, Algumas lágrimas para deixar a dor escorrer E lá dentro, Pergunto-me, onde vo...

Contemplação

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Os meus olhos já não se recordam das cores que estiveram diante deles naqueles primeiros instantes da primeira vez que nos encontramos face a face... Porque os olhos, não possuem memória. Minhas mãos não se lembram da suavidade de sua pele, sentida naqueles abraços ternos ou naqueles enrolar de mãos à toa... Pois as mãos, não possuem memória. Meus ouvidos falhos já não sabem qual é o timbre do som de sua doce e encantadora voz, nem se recordam de nossas conversas sem pressa... Afinal os meus ouvidos, eles não podem lembrar. Eles não possuem memória alguma. O meu corpo, os meus meios, eles não conhecem o teu corpo, os teus meios... Mesmo porque o corpo, o meu corpo, ele não sabe lembrar. Ele não possui uma memória. Nenhum dos meus sentidos sabe quem você é. Eles mal conhecem os seus poderes sobre eles. Não fazem ideia do que existe em você. Eles não se recordam, porque os meus sentidos, eles não possuem memória, eles não sabem lembrar. Os meus sentidos não podem lembrar, mas...