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Mostrando postagens com o rótulo Palavras e Poemas

Querer

"Ah Bruta Flor do Querer.... Ah Bruta Flor, Bruta flor" Caetano Veloso - O quereres Quero uma rede na varanda O violão ao alcance das mãos Uma bebida que faça bem ao paladar Um Sofá onde eu possa me jogar Uma TV que eu possa ver Namorar bons filmes com você Viver como o mar Com ondas mansas vagarosas, Envolta em tempestades vez ou outra Em movimentos constantes Instantes de loucura que levem e tragam Pra lá e pra cá Como o balanço das redes na varanda Como o balanço das ondas no mar Uma vida que me balança dia a dia Uma vida onde eu possa me pintar [Porque eu conheço um tal Alexandre que me disse: 'Eu quero uma rede na varanda' - Daí nasceu as linhas... Beijos a todos e me perdoem por toda essa ausência, até quarta posto o próximo capítulo do conto.]

Estou a te esperar

Meus lábios querem os teus lábios Beijar a tua boca com demora, deslizarem calmos pelo teu pescoço e sugá-lo suavemente, entre carícias macias Sentir tuas bochechas mornas enquanto as beijam e os caninos as mordem maciamente . Minhas mãos desejam as tuas Sentir teus dedos entre os meus por longo tempo, brincar com eles enquanto te faço dormir. O desejo do tato, do contato Tocar a tua pele macia, te acariciar pelas horas vazias, sem se preocupar com mais nada . Os meus olhos anseiam topar com os teus Perder minhas pupilas no brilho das tuas, percorrer os detalhes do teu corpo decorando cada centímetro que lhe compõe Contemplar o desejo que emana de você, ver todas as suas resistências expirar . O meu corpo e todos os meus sentidos Só fazem caso, de estarem com os teus Tanto corpo, quanto sentidos Desejo-lhe por inteiro Completo . Estou a te esperar E pode vir vestido amor, que não me importo em ter que despir você . 'Pessoas Lindas... Eis mais um esc...

Dedicado

"Este post é especial para Babi, já que ela disse por esses dias, que os meus textos "carnais", são os melhores" Carícias Noturnas Os dedos deslizando suavemente sobre o corpo, abaixo do queixo, acima dos seios Suavemente como linhas de uma teia sem tear, Só a teia Maciamente deita os lábios mornos sobre a pele sem jeito e escorrega Provocando sensações sem nome Permite que os dedos andem mais adiante, agora, tocando os seios, Tocando-os levemente Acaricia por longo tempo [não que tenha sido tempo de mais], Desliza os lábios, alcança os meios, sorve-os mansamente, Sem pressa e sem demora . E continua a percorrer o corpo, Durante as horas que os devoram sem piedade .

Tempero

Olhos vazios passeiam por entre esse cenário de todos os dias que compõe a paisagem donde eu vivo. Eu ainda não sei o porquê desse olhar tão vago e costumeiro, suspeito até, que essa falta de tudo nos olhos é a presença de nada lá dentro dela. Onde nos homens sensíveis como eu estão os jardins de sentimentos, bem ou mal cultivados. Seu corpo é bastante bom. Possui uma postura ereta e a sua face, com traços fortes e serenos, transmitem uma paz estranha e uma vontade incomunicável de tocar-lhe com os dedos, suavemente. Os lábios carnudos e sempre iguais, sem sorriso e sem bico de mal humor também, me embriagam de tal forma que me perco enquanto o contemplo e a desejo de longe. Bem longe; Papai diz; que já passei da idade dessas coisas, mas eu não aprendo. Acho gostoso assim; esse desejo todo de longe, esse gosto todo que eu imagino que ela tem. Seus Cabelos são acastanhados em um tom escuro, semi longos. Lindos... Ah como quero deslizar meus dedos sobre os fios, acariciando-os sossegada...

Contato

O tecido que envolve o meu corpo, esse que compõe a minha pele Ele não foi capaz de se esquecer de ti, Sei que a culpa não é sua, foi eu quem disse que as coisas deviam ser Como são hoje Eu comigo E você, com ela Sinceramente, não sei se é a minha mente que insiste em não esquecer Ou o meu coração, que mesmo hoje, Ainda se desconserta todo com a sua presença, fazendo com que eu sinta, Todas essas lembranças Todo esse sabor De tudo que me compõe, o que mais se decompõe quando me recordo de seu tato, Não são meus seios no embaraço dos teus lábios a deslizar neles, Mas a minha nuca Sinto como se seus dedos ainda passeassem por aqui, levemente, bem devagar, Suave como uma pena a seduzir o meu pescoço Para permitir que você dançasse por todo o meu corpo, e esquecesse, do tempo E de quem éramos nós Foi com o contato de tantos anos que eu aprendi quem é você, e o amei por isso E por tanto contato que te deixei partirMas hoje, sinceramente, era nos meus braços que eu te queria. Eu é que queria...

Coisas de Espelho

'Está tudo bem. É como se todos os meus medos tivessem me abandonado, me sinto segura agora' - Olá. Vou pular aquela parte de ser educada. O que me traz aqui é um assunto muito sério. Por isso não brinque comigo como você costuma fazer quando não sei o que fazer. Não ouse usar das minhas fragilidades. Sou sensível, e no momento estou com os nervos a flor da pele. Preste atenção. Sabe o quanto não gosto de produzir repetições. - Diga, não precisa de rodeios, seja direta. Estou ouvindo. - Certo. Bom, nos conhecemos bem. Você sempre soube das minhas dificuldades, medos, anseios, sonhos. Sempre soube tudo sobre a minha vida. Acredito que não tenha nada à meu respeito que você já não tenha conhecimento. Então, já deve ter percebido o meu desespero nos últimos três dias. Certo? - Claro. Certo. - Então já sabe o que ocorreu. E deve saber também que agora estou confusa, de que me vale toda essa coragem nas mãos se não sei o que fazer? Eu sempre quis me libertar de todos aquel...

Noutro Plano

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‘A próxima vez que a gente se beijar, eu vou querer o mundo com você, do lado'. Gugu Peixoto e Luiz G. Vaz - A próxima vez Ainda me recordo do seu sorriso oferecido com tanta facilidade, do encanto que me causava enquanto deslizavas os dedos longos nas cordas do seu violão, Foi tão rápido o nascimento da nossa amizade, da mesma maneira que foi repentino o modo que te vi partir, me deixando com as lembranças do que vivemos no passado, Essas coisas de retrato e outros mais. Sabe Tom, não sei de nada sobre os tons que tu tocavas nas juras de amor que me entregaste, o que sei, é que ainda me tocas, ainda me encanta mesmo de longe, mesmo depois de tanto tempo. Sinto saudades, das conversas sem pressa, dos sons e dos bons ventos... Eu sempre soube que você era um anjo, só não sabia que Deus... Ia querer tão cedo te levar pra morar com ele. Ps.: 'Esse não é o texto da edição, eu havia preparado algo que queria postar com a imagem, mas não queria colocar tal escrito na edição. Como j...

Saber Amar

' hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria.' Zeca Baleiro - Telegrama Deitar em um colchão macio, ter o meu amor repousado sobre o calor do meu corpo Ouvir uma canção serena, enquanto sibilo, minhas juras de amor eterno em seu ouvido Ter ao alcance de nossas mãos, um bom vinho seco tinto Ter meu amor nas mãos, seus olhos topados com os meus, teus lábios pregados aos meus O sabor de sua pele, a fragrância de seu corpo, ambos pregados nos meus sentidos Fazendo cócegas em meu pescoço Ah como eu queria que o amor que eu sinto, fosse correspondido Fosse vivido por nós. Hoje eu não acordei com vontade nenhuma de nada. Nem de dar bom dia ou mandar flores à ninguém Eu só quero mesmo você, aqui comigo, dando sentido aos meus sorrisos Matando a minha fome de amar além das palavras que jogo na pauta, Talvez, eu te mande flores, Margaridas amarelas, por esses dias

Feche os olhos

Feche os olhos! Feche-os só por um instante! Toda essa escuridão que você contemplou É só o que você imaginou, Se você olhar bem, verá o que digo. Feche os olhos! Mas só os olhos... Mantenha os ouvidos abertos E os lábios embebidos de saliva! . Fechou? . . . Sentiu? O vento veio dizer ‘te amo’ e lhe beijou nos lábios, Então, você sorriu! . Toda a escuridão... Você nem a notou.

DEPOIS DE A SAUDADE MORDER A BEIRA DE MEUS LÁBIOS

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Depois de a Saudade Morder a Beira de meus Lábios Ainda era outono, uma destas tardes onde o céu se estende em um azul tão imenso que quase engole a gente, o sol fraco e quente por entre a poeira dos dias secos e bons pra andar a pé, sentindo as folhas secas ao chão fazer sons de canções familiares aos ouvidos boêmios. Quando entrei na sala, a luz já fora ascendida e os jornais do dia me esperavam sobre a mesa ainda amarrados na borracha, a janela fechada, como sempre de uns tempos pra cá e a cortina trazendo pra dentro os raios solares que tanto me apraz. A presença de tantos objetos enche a pequena sala... Um sofá, duas mesas, um computador, uma caixa de arquivo, um revisteiro branco, duas cadeiras, três telefones... Mas a ausência de um só aperta tanto o peito que até silencia a sala... Levaram a minha companheira de sala, nas manhãs cinza ela me fez companhia, conversava comigo até, cantarolava canções de quando em vez e me prometeu que ainda me visitaria, que nos veríamos fora Dal...

Ao redor do Umbigo

A agulha rompeu o tecido, o fez com esforço Isso devido à semelhança entre a pele da carne e o couro de porco. . Muito depois do ato cometido, aconteceu o inevitável, Lançado o corpo à água Aquele pequeno princípio de rasgo rompeu-se por completo. . Enquanto as seqüências das horas escorriam através dos ponteiros do relógio, Fora do corpo a vida seguia o seu rumo, Muitas vezes sem jeito, deixando descomposto o rosto todas as vezes que as mãos deles ou delas deslizavam ao redor daquela antiga fresta de cratera, Causando ao corpo sensações inviáveis, E ao outro, revelação notável sobre o quanto a vulnerabilidade acontece em uma região tão pequenina dela, Quase corriqueiramente se comete o ato que se não fosse pela reação causada, despercebidamente passaria Tal efeito. . [nota dedicada as tuas agunias Kel.]

Missa do sétimo dia

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O corpo inundado de uma brandura semi nua, se repelia todo enquanto os pensamentos vasculhavam as estranhas lembranças em busca de razões, de explicações plausíveis pra existência de todas aquelas sensações novas que inundavam seu corpo, . O relógio gritava os segundos aos tímpanos como se esse fosse surdo, e insistentemente o tic tac continuava, essa era a única música que compunha os ruídos barulhentos da sala . Vozes murmuraram soluços, e como quando a noite cai, a luz toda se fora, as vozes cessaram e as lembranças inquietas o abraçaram todo. . Sete dias depois descobriram, era apenas sonífero.

Sina e Sombra

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‘ Em um dia nasço dúvida, noutro, sou resposta! E nessa sina sigo, sendo resposta a tua dúvida e indago à minha nota.’ Vasculho uma, duas, três, quase cem vezes. Ele realmente arredou pé. Gostaria de saber onde está ao menos por agora. Foi-se tão firme no passo, que nem rastro deixou para que eu, o encontra-se pelo olfato ou pelo fato dele ser mais descuidado do que eu. Em sua ânsia e inquieta ambição nem pensou no quão só eu seria, o quanto careceria dele, de sua presença me deixando aturdida, me fazendo mais vagarosa do que de costume[embora eu muito, do natural, já seja]. Enfadada de caçar abrigo nos braços invisíveis de meu travesseiro, levantei-me pela 5° vez[talvez], e me dirigi com pesar até o lavabo. Desejava conseguir vomitar, mas não continha nada dentro pra cuspir e só meu corpo estremecia e gritava. Tornei ao quarto quente e embebido do suor que se expelia de meus poros, rendi-me ao vago enlace e lancei-me ao sofá. Botei os sonhos do garoto Zezé do Vasconcelos entre as pern...

Rê[paro]

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Os movimentos precisos das pernas organizavam o andar dela Indo e vindo quase desfilando sobre o plano cimento que compunha o pátio escolar, Olhares direcionados Sorrisos quase mecânicos Mais ainda assim Muito seus. Brincadeiras à toa de criança ainda pequena que aprende o B-A-BA- diário sem muito comentar, Mas havia algo Uma sombra expressa no oculto Uma sombra espessa Uma onda sombria Quase minha, Escondida pelos lábios enquanto ela sorria E pelos olhos, quando esses recuavam Uma onda triste, um lamento Um murmúrio pra dentro. Infestou-se de medo, coração meu. Quem disse que os meus olhos se topariam ao seu? Impossível suportar Tanta dor, tanta tristeza E ela Sorria ainda, Brincava como criança que engole o B-A-BA- diário sem reclamar, Ela entrou pra sala, Eu não entrei. [Sobre algumas noites. T.T.A]

Desejos

Pouco nos falamos[isso é um fato fácil de ser notado]. E quando falamos. Vem logo desejos. De que o dia seja bom, a noite inundada de sonhos lindos E o amanhecer. Pontual. Incrível. Quando peço pra você e pro céus que você não Perca hora[o ônibus]. Vejo-te pela manhã[linda como sempre]. Nunca me vês[isso é fácil de se dizer]. E ainda pergunto-me. Onde é que está à força da atração? Do Universo respondendo a petição? Incrível. Mas eu sempre te vejo.

O Poeta Cospe Versos.

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Dons e Dons... dororons. . . Enquanto no relógio tic tac faz, . . meu peito se refaz e se desfaz . . E disfarçadamente . . Amo-te mais.