Todos os dias, ela despertava do sono de forma leve, estranha e boa – Havia dias é claro, em que as manhãs não eram doces, contudo nada do que era amargo, duravam todas as suas primeiras horas de raios de sol. Vezenquando era tomada por um toque que vinha de dentro dela e sentia a necessidade de colocar pra fora deixando que escorresse de seus dedos, as palavrinhas que lhe faziam tão bem. Noutras vezes, acordava longe desse toque, não sentia as linhas, nem tampouco lhe chegavam as letras, contudo, mesmo assim, o desejo de escorrer-se em estrofes lhe impulsionava a querer que algo lhe aquecesse por dentro trazendo toda aquela sensação mágica de pertencer as palavras de volta. Nesses dias, sentava-se ao sol, quem sabe ele poderia lhe aquecer os miolos, trazer as inspirações, desejava lá no fundo, ser uma árvore, teria inspiração sempre – falaria de pássaros, dos ventos bons do outono e dos Ninhos das aves, suas cores, formas, seu canto. N...