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Sobre encontrar e perder

O Menino havia passado anos observando toda aquela imensidão salgada que na outra margem apontava o céu. Queria mesmo atravessá-lo nem que fosse a remo. Precisava falar seriamente com Deus. Na manhã suja, vestida de nuvens que dançavam no céu, o menino entrou no barco a vela - tomou os remos em suas mãos de menino, atravessou lentamente todo aquele mar e encontrou-se finalmente com Deus. Com um suspiro breve, e as mãos macias da areia Deus lhe sorriu de costa e de forma quase macia lhe disse. - Oi Menino, finalmente você chegou! Mas porque afinal você veio? - Olá deus, vim porque preciso falar seriamente com você. Deus deu gargalhadas e depois - tornando o semblante sério, lhe disse; - Vieste no lugar errado Menino, eu não falo sobre coisas sérias e perguntas tortas. Estou indo pescar!
Se verdadeiramente ele for o seu pastor, Será também o seu melhor amigo A mão mansa escorregou pra dentro do peito da Moça, Sentia as batidas de seu coração jovem, querendo gaguejar as emoções que sentia. Como quem pisa em terra conhecida ele a acariciou por dentro nas feridas mais doídas. A menina sentia alívio, amor e esperanças e resolveu falar, gostava tanto daquele toque e da voz dele, que puxou papo pra poder ouvi-lo. - Promete que não conta pra ninguém o quanto eu sou mimada? silêncio dele - Promete vai, por favor, por favor, promete! Olha você promete que não conta, e eu prometo que eu nunca mais te deixo. Uma gargalhada longa e gostosa dele. - Você acha menina que essa proposta tem cabimento? Eu já sei que você não vai nunca me deixar. Eu sei de tudo e você sabe que eu não conto porque gosto de mimar você. Vamos ficar assim mais um pouco que logo você dorme. (suspiro dela)...

"Quero uma garota que já tenha sexperienced" (C.G)

Capítulo  III do que se deu 02 de fevereiro de 2025 Helô, desembarca as 14horas, o sol está apino e Sofi chega ao aeroporto pouco antes do desembarque da amiga e pra surpresa de Hêlo a faixa que ela trouxe, diz assim; - Em letras azuis desbotadas, vestida ou desnudada; - estou me dando pra você! – Degusta-me! Sofi se delicia ao ver o sorriso da amiga ao ler a faixa e logo estavam abraçadas no meio do vai e vem de tantos afetos perdidos. Deixando o medo no desembarque, Hêlo beija desesperadamente os lábios de Sofi, mordendo delicadamente o canto do seu sorriso. No apartamento de Sofi, Helô inicialmente faz questão de desfazer as malas. Era mania se justificou. Tomando conta do quarto de Sofi, faz uso de suas gavetas, misturando as calcinhas dela com as suas. - Vou ficar seis dias, só trouxe três calcinhas, vou ter que usar as usas! - Ou não usar. Sofi diz se aproximando da Moça. Sofi a desnuda como se tirar a roupa de alguém, fosse sua profissão. E...

"Quero uma garota que já tenha sexperienced" (C.G)

Capítulo II - das incertezas O piso estava até mais gasto do ir e vir constante de Heloiza. Pensava em como seria esse encontro. Sofi, não lhe disse que a queria afetivamente, foi clara; - quero me dar pra você. E das vezes em que se atirou, tinha sido pontualmente sexual. Então seria isso. Viajaria. Encontraria a amiga e comeria ela. Pronto, sem afetos, sem mimimis, sem mor pra cá e pra lá. Seria um lance de carne, corpo. Tesão, sexo. E só. Concluiu isso, mas ainda estava desconfiada. Sofi era uma menina toda romântica, doce e embora gostasse muuuuito de sexo, será que ela entenderia? Será que era só isso que ela queria mesmo? Por mais que se esforçasse, Helô não conseguia ter certeza. Disse pra si mesma; - Relaxa Heloiza, ela disse eu quero me dar pra você, então fica calma., o que ela tiver pra dá você pega e aceita.

"Quero uma garota que já tenha sexperienced" (C.G)

Capítulo I - das desconfianças “adoro quando você está assim toda dada” Sofi, não conseguia tirar a frase da amiga da cabeça. Será que ela nunca conseguiria entender que ela estava se atirando desse jeito exatamente por não ter se dado? Era urgente. Ligou pra amiga. -Helô, você vem? – Claro, as passagens estão compradas, porque a dúvida? - Sabe sobre aquilo deu estar toda dada? -  Sei. O que tem? - É que eu quero me dar pra você. (silêncio) Sofi, nem se quer conseguia respirar. Os minutos seguintes, pareceram uma eternidade. - Ei, só tem uma coisa que eu faço questão? - O quê? – Sofi perguntou desconfiada. - Quero despir você, então nem pense em si atirar em mim sem roupa! - Boba, eu não irei nua pro aeroporto Helô. - Ótimo, então me espera com uma faixa bem grande, escrito em letras azuis; - Degusta-me! E elas riram sossegadamente da ideia travessa da amiga.

o pássaro visitador

“Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim e no final assim calado eu sei que vou ser coroado rei de mim” – M. Camelo – De onde vem a calma Não estava certa quanto ao que era certo dizer, se o quarto estava um pouco claro – ou se seria - devido à porta aberta o quarto estava claro. E na tentativa inútil de tentar decifrar o que era certo fez um esforço danado, receosa de que perdesse a esperança e o encanto, a Menina se rendeu. A escuridão lambia as paredes e tomava os móveis do quarto onde à menina dormia. Gostava de dormir mergulhada na escuridão que lhe espantava os fantasmas noturnos. Mas, naquela manhã de céu calmo, o vai e vem dos passos deixou a porta entreaberta e foi por onde um fiozinho de luz encontrou espaço para tocar os seus olhos. Ela sonhava. Um sonho triste, confuso sobre geleias e aveias, sobre desgostos e desesperanças. Foi no meio desse sonho, no instante em que a menina tentava resgatar das mãos da morte os dedos do amigo que ainda possuía sonhos e a...

Sobre a iluminação

Gostava muito de flores, principalmente de Hortênsia.   Embora não soubesse a razão que a levava a gostar delas, Bárbara não ocupava o tempo buscando razões que lhe explicasse o seu gosto. Gostava e aceitava que gostava. Era verdade que não gostava de sopa e aceitava não gostar, assim como aceitava gostar de hortênsia, sonho de padaria e cores. Fabi, não gostava de abates, mas vivia em contradição esse não-gostar com outros gostar que ela tinha. Ela gostava de sopa e de questionar até suas próprias perguntas. Estava em um processo de encontrar-se e se reencontrar, tentando aceitar os fatos passados e conviver com o presente de modo que sentisse plena satisfação e leveza. . Sentada no meio fio da calçada, Fabi fecha os olhos tentando remover da memória algumas cenas, meneia a cabeça e tenta retirar da pele e do ouvido tudo que lhe foi impregnado e lhe faz tanto mau. Recebe uma mensagem de texto no celular. Bárbara é uma amiga que a quer bem e diz; - É porque...