quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sobre a iluminação



Gostava muito de flores, principalmente de Hortênsia.  Embora não soubesse a razão que a levava a gostar delas, Bárbara não ocupava o tempo buscando razões que lhe explicasse o seu gosto.
Gostava e aceitava que gostava.
Era verdade que não gostava de sopa e aceitava não gostar, assim como aceitava gostar de hortênsia, sonho de padaria e cores.

Fabi, não gostava de abates, mas vivia em contradição esse não-gostar com outros gostar que ela tinha. Ela gostava de sopa e de questionar até suas próprias perguntas.
Estava em um processo de encontrar-se e se reencontrar, tentando aceitar os fatos passados e conviver com o presente de modo que sentisse plena satisfação e leveza.
.
Sentada no meio fio da calçada, Fabi fecha os olhos tentando remover da memória algumas cenas, meneia a cabeça e tenta retirar da pele e do ouvido tudo que lhe foi impregnado e lhe faz tanto mau.
Recebe uma mensagem de texto no celular. Bárbara é uma amiga que a quer bem e diz;

- É porque você precisa amar Menina!

Não respondeu a mensagem, não havia o que dizer. Apenas sorriu e respirou.

Estava amando.

Depois do banho, Fabi deixou um bilhete no espelho;

- hei medo, estou indo cuidar de mim, – Adeus!

E se foi...

“se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo que foram feitas pra um dia dar certo”. C. F. Abreu

2 comentários:

Babi Farias disse...

Se dizem que o Amor está em qualquer lugar até nas coisas inimagináveis, é hora de enxergar pra vida e amá-la. Sê amor, moça, e tudo sublimará!

Beijo, trenzinha. É bom saber que certas palavras possam mudar escolhas positivamente.

Rebeca Postigo disse...

O medo é apenas nossa balança...
Usado da forma certo, pode nos trazer mais coragem do que se imagina...

Bjo, bjo!!!