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[Palavras Mil]

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Para o meu tal Amor Oi Amor, Parece-me muito complicado escrever para ti nessas circunstâncias. Mas como você insistiu tanto e eu lhe prometi que faria, estou lhe escrevendo. Talvez você não lembre nem do seu próprio nome e também, nem saiba que eu existo ou existi em você, isso, se o que muitos dizem sobre o outro plano nos fazer perder a memória for mesmo verdade. Para que você saiba, o seu nome Amor, é Mário e você é o Meu Amor, mesmo estando aí, tão longe. Na ultima vez que estivemos juntos, não faz muito tempo, mas acho que tempo, não é algo que você vai conseguir entender, mesmo que eu explique bastante, o tempo acaba quando a gente morre, então, quanto a esta ultima vez, foi uma manhã. Passamos boa parte dela conversando aqui na nossa sala e eu insisto em dizer nossa, pra tentar te fazer perceber o quanto nós nos pertencemos, porque estamos impregnados em algumas memórias terrenas, algumas coisas ainda possuem o nosso cheiro Amor. Para que você saiba, nessa nossa ultima man...

Tentativa de Conto erótico - Cap. III

Suas mãos estavam trêmulas. Quando afastou a face para poder contemplar o rosto dela com mais clareza, seus olhos revelaram todo descompasso de seu coração e seus lábios emitiram um sorriso sincero, repleto de fascínio. A pele branca e delicada estava por completo enrubescida, e ela sorria com os lábios vermelhos e fartos de desejo por ele. Embora aquela fosse talvez à vigésima vez que ele a contemplava desse modo, nunca perdera o encanto por todos os detalhes que compunham aquela aquém ele graciosamente chamava de ‘Amor’ de ‘Meu Amor’. Passeou os dedos pelas pálpebras, sentindo o pulsar dos olhos, deitou a palma das mãos na bochecha direita e segurou maciamente. Vidrado. Fascinado. Ela sorriu mais abertamente. Deslizou os dedos pelo braço de apoio do menino, percorrendo suavemente o caminho que levava até o seu ombro. Pousou a mão em seu pescoço. Acariciou suavemente a nuca e o puxou mais pra perto de si. Perto, mas não o suficiente para que se tocassem. O manteve ali, próximo. ...

Tentativa de Conto erótico - Cap. II

Deslizou os dedos, contornando suavemente o sorriso tímido que dançava na face dela, perdendo o compasso da própria respiração, permitiu que seus olhos pregassem aos dela e fechando os olhos, sentiu não só a respiração descompassada da moça, mas todo o calor de sua face rubra. Sorriu com os olhos fechados e pregou a mão dela em seu próprio peito, fazendo-a sentir todo desespero de seu coração. - Eu sei que eu não fico vermelho, enquanto minhas bochechas também se tornam mornas com o calor do que você me provoca. Mas sente. Estamos no mesmo tom. No mesmo descompasso. Ele balbuciou com os olhos fechados. Tendo ainda, as mãos dela em seu peito que mantinha o desespero, parecendo querer sair de dentro dele. Ela por sua vez, manteve as pupilas abertas, contemplando os desenhos das expressões que passavam na face dele. Com a mão que estava livre, tocou-lhe as maças do rosto e sentiu o calor dos poros, a pele estava até úmida, pelas tantas provocações que percorria todo o corpo naquel...

[Palavras Mil]

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Foto retirada daqui Sobre o meu Preferido 'A gente sempre tem um poeta preferido, ou vários que a gente goste mais Eu gosto demais de Quintana e da maneira que ele desenha a própria vida e a vida ao seu redor. Porque é a vida desnuda em palavras que mais gosto de ler. Ver o poema despindo o poeta, o tornando nu diante dos olhos do leitor e ver que ele simplesmente se veste delas, dessas palavras que o despem, que o traduzem e o revelam.' “Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.” Mário Quintana Escorre os olhos pela folha em branco, vê as palavras se lançarem diante de seus olhos Saltam aleatoriamente. As cenas vão se desenhando linha após linha, mesmo sem ter tocado a pauta com a pena. Pouco a pouco o poema se desenha por si mesmo, sem esforço do dono da pena Sorri despreocupadamente para a folha pautada e então re...

Estou a te esperar

Meus lábios querem os teus lábios Beijar a tua boca com demora, deslizarem calmos pelo teu pescoço e sugá-lo suavemente, entre carícias macias Sentir tuas bochechas mornas enquanto as beijam e os caninos as mordem maciamente . Minhas mãos desejam as tuas Sentir teus dedos entre os meus por longo tempo, brincar com eles enquanto te faço dormir. O desejo do tato, do contato Tocar a tua pele macia, te acariciar pelas horas vazias, sem se preocupar com mais nada . Os meus olhos anseiam topar com os teus Perder minhas pupilas no brilho das tuas, percorrer os detalhes do teu corpo decorando cada centímetro que lhe compõe Contemplar o desejo que emana de você, ver todas as suas resistências expirar . O meu corpo e todos os meus sentidos Só fazem caso, de estarem com os teus Tanto corpo, quanto sentidos Desejo-lhe por inteiro Completo . Estou a te esperar E pode vir vestido amor, que não me importo em ter que despir você . 'Pessoas Lindas... Eis mais um esc...

[Palavras Mil]

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A Bela Adormecida A primeira mudança que fiz, foi com meus pais, eu tinha sete anos de idade e meu tesouro eram os livros que eu tinha ganhado de papai no ultimo aniversário e foram eles as únicas coisas que me preocupei em levar quando nos mudamos naquele inverno, mas não foram só eles que foram comigo Mesmo passados muitos anos que tínhamos nos mudado, eu me recordava de todos os detalhes da casa antiga, gostava muito de deitar na relva fria da manhã para sentir o sol aquecendo meu corpo, enquanto minha mente passeava pelos lugares do passado Minhas recordações sempre foram intensas, por mais que eu tivesse mudado de casa, de cidade, de amigos. Tudo continuava fazendo cócegas em meu estômago, me provocando aquele gosto bom de coisas que tinham sido bem vividas Foi o sabor gostoso que se impregnou em mim da infância Eu nunca neguei a minha incapacidade de tirar certas coisas dos olhos, das memórias e de todos os meus sentidos, sempre admiti minhas dificuldades em tirar da pele/do na...

Nota de Aniversário

Como é que uma Moça sorri [igual a Ba-bi] Eu não acreditava que de longe, a gente pudesse ver um sorriso no rosto de alguém... Porque mesmo os sorrisos ensaiados, àqueles de retrato, de fotografias que se expõem para o ‘mundo’, eles nunca me pareceram muito sinceros, jamais acreditei que eles pudessem expressar alguma verdade sobre as pessoas que estivessem neles. Eu, na minha particularidade, meu jeito um tanto quanto estranho de ser e sentir a vida e os momentos, sempre alimentei uma espécie de auto defesa. Um mecanismo que trabalhou sempre alerta afim de não permitir que eu me envolvesse demais. Mas ele nunca funcionou nenhum pouquinho. Desde quando nossos contatos se iniciaram e começamos a nos conhecer e a nos descobrir, minhas defesas expiram quando topo com tuas palavras. Não sei bem como, mas eu já lhe disse que me pergunto - Que amizade é essa? – Porque realmente não sei explicar o que me ocorre, mas o fato é que sou bastante vulnerável a você Moça. Antes eu gostava dos se...