Eu me abro, tu se fecha Tens fechado os olhos durante anos, e por mais que tu ainda observes o caos que tens causado com esse movimento de suas pálpebras, Não tens deixado de fazê-lo. Com os olhos fechados, adormeces os seus sentidos mais sensíveis, E sendo ainda homem, abandona as características que te faz humano Não vê, não ouve, não sente. E não fazes nada pra alterar o abismo em que os homens se afundam . És mais um que se afoga, Naufraga junto à existência demente dos homens que sabem, E se esforçam, mas não muito, para não sentirem nada . Fechando os olhos, se fecha. Anula seus sentidos, sua capacidade de se envolver, de agir contra essa desordem, Essa matança da própria fonte de vida . Gostaria muito que tu não fosses tão fraco, Que fosses menos egoísta do que fraco, até . E moço entenda, eu sei que tu nunca que vai se humilhar assim, Admitir que tu, precisas de todas essas plantinhas indefesas para viver, Ou de qualquer natureza, É, homem feito . Ser humano desfeito já. ...
O tecido que envolve o meu corpo, esse que compõe a minha pele Ele não foi capaz de se esquecer de ti, Sei que a culpa não é sua, foi eu quem disse que as coisas deviam ser Como são hoje Eu comigo E você, com ela Sinceramente, não sei se é a minha mente que insiste em não esquecer Ou o meu coração, que mesmo hoje, Ainda se desconserta todo com a sua presença, fazendo com que eu sinta, Todas essas lembranças Todo esse sabor De tudo que me compõe, o que mais se decompõe quando me recordo de seu tato, Não são meus seios no embaraço dos teus lábios a deslizar neles, Mas a minha nuca Sinto como se seus dedos ainda passeassem por aqui, levemente, bem devagar, Suave como uma pena a seduzir o meu pescoço Para permitir que você dançasse por todo o meu corpo, e esquecesse, do tempo E de quem éramos nós Foi com o contato de tantos anos que eu aprendi quem é você, e o amei por isso E por tanto contato que te deixei partirMas hoje, sinceramente, era nos meus braços que eu te queria. Eu é que queria...
'Lábios secos, olhos fartos d'água e por dentro, essa ausência que não sara' Nesses momentos meus olhos se tornam fartos, inundados d'água de minhas angústia Nesse desespero, meus lábios se tornam secos, vazios; sem qualquer palavra. E, com os olhos vazios, e os lábios secos; sem palavras, deixo a dor escorrer pelos olhos fartos d'água. E aqui dentro, em meu peito quase oco, continua tudo igual . Ainda estou me perguntando em que ponto da estrada eu Te deixei, eu sei que o deixei, não podia mais suportar Tua companhia. Só não me recordo onde, me esforço mas não consigo saber. Contudo, não precisa fazer tudo de forma a me machucar tanto, já conhece as minhas dores maiores, não precisa provocá-las para que eu perceba o que queres que eu veja, conhece a minha sensibilidade e sabe, que eu sempre sinto o que queres me mostrar ou dizer . E acabo por ficar aqui, Sem nenhuma palavra para proferir, Algumas lágrimas para deixar a dor escorrer E lá dentro, Pergunto-me, onde vo...
Comentários
bjs!
pensar em amar mais disfarçadamente me lembra meus 14 anos. rs.
beijos, e obrigada pela companhia na caixa.
'deles pra gente embarcar'
Beijos
E quanto a caixa.
É um prazer.
Eu gosto de Lá.
Grata pelas visitas e pelas
tuas linhas aqui.