segunda-feira, 15 de novembro de 2010

[Palavras Mil]


Capítulo III - Leia: I II

Mabel se levantou e na pia do banheiro onde estava, lavo a face que estava banhada em lágrimas.

Fitou seus traços por alguns instantes no espelho e sorri um tanto satisfeita. Apesar das tantas mudanças ela permanecia sendo uma garota muito bela e concluiu que talvez não fosse tão difícil se adaptar a sua nova realidade.

Puxou e soltou o ar pesadamente e lançou-se porta a fora.

Uma Senhora com sorriso gentil e olhos de um azul intenso lhe dirigiu a palavra assim que ela saiu do banheiro,

- Olá, meu nome é Rosa! Gostaria de ajudá-la.

- Oi Rosa, me chamo Isabel...

Ela balbuciou entre arrepios de insegurança.

- Vamos até a praça, sentamos e conversamos. Tudo bem?

- Sim, tudo bem. – Disse Mabel um pouco insegura.

Sentaram-se.

- Você andou entrando em algum armário Srta. Isabel?

- Sim, um guarda-roupa...

Confessou a menina baixando os olhos.

- E você não está um pouco velha para essas meninices?

- Mas eu tenho... Não, eu tinha, apenas cinco anos

Seus olhos já estavam cheios d’água, não sabia sequer que idade tinha atualmente.

- Não precisa explicar, está tudo bem. Eu estava brincado com você. Agora quero que me fale sobre suas lembranças.

- Não me lembro de nada que tenha acontecido depois que entrei no guarda-roupa... É como se eu tivesse passado... Mas o tempo não. Não tenho lembrança alguma.

Sua voz saia fraca, falhando em vários momentos durante as confissões que lhe arrancavam lágrimas.

Uma garotinha miúda e com olhos verdes de encantos, se fez notar do outro lado da praça. Ela calçava sapatos bem maiores que seus pés pequeninos de criança.

Mabel sorriu e pela primeira vez de forma sincera e doce.

– Devem ser da mãe os sapatos! – Ela pensou em voz alta.

- Ela é Alice, filha de Richard, tem quatro aninhos e infelizmente sua mãe faleceu ontem.

Mabel franziu o cenho, os olhos ainda pregados na menina. Ela estava espantada por vários motivos; primeiro as a semelhanças que havia entre a tal Alice e o rapaz de quem ela correra antes de cair ali e depois os nomes.

Será que Rosa sabia o que havia acontecido com ela e de onde ela veio?

Cansada ela gritou

- Não, não pode ser. Não pode!


Eita olha o atraso, gente eu sumi, mas ainda estou viva... Prometo que vou tentar achar tempo - Beijos

6 comentários:

Rodolpho Padovani disse...

Ei, assim você acaba comigo, haha
Quero saber o que vai acontecer logo, fico aqui pensando mil e uma coisa.

Bjs e trate de postar mais breve possível, não seja tão má quanto eu, hehe.

Clara disse...

Mas que história complicadinha... Pobresinha dessa personagem, entrar um armário e sair numa realidade futura assim é de enlouquecer. Acho que muita coisa tem reservada nessa cabecinha... Quero ver logo o porque desses mistérios! rsrsrs

Bjos no coração! :)

Inercya disse...

Finalmente, Tati. Tava com saudades, serio hehehe
To gostando desse mistério todo envolvendo o armário e tal. Nao se demore tanto assim, tá? Quero saber o que irá acontecer. (:
;*

Camila disse...

Nossa, adorei o conto! To morrendo de curiosidade para saber o que vai acontecer *-*

http://blogcamilaq.blogspot.com/ mudei o layout do meu blog, queria muito a sua opinião *-*

Camila disse...

Já comentei aqui, mas vim responder o comentário que você deixou no meu blog. :) Primeiro, fico feliz que você tenho gostado do lay *-* e eu concordo com você (o texto não é sobre mim), eu também acho que viver é acreditar na felicidade, finais felizes e etc.
beijo ;*

Bell Souza disse...

Bem melhor esse lay! kkkk eu não li essa parte, vou começar pelo início, [obvio]