segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mordidas

"[...], você me provoca achando que não há perigo. Sem conhecer a força da minha mordida, o tamanho dos caninos, você me provoca, sem esperar a picada, sem saber que ainda não inventaram antídoto pro meu tipo de veneno."Caio Fernando


Os lábios se falassem sem a língua, gritaria seus desejos de sentir a pele próxima
A língua se estivesse só. Sem boca, lábios e dentes, anunciaria de algum jeito suas necessidades de ser acompanhada por muitos dentes

.

Não falo bobagens, não me entenda mal
É que não convém. Para que serve qualquer boca, sem dentes e lábios e línguas?
E os três, trabalhando juntos
.
.
.
Os lábios, colados na pele
Os dentes entre abertos segurando a carne macia de forma doce
E a língua tocando a pele no fundo, mordiscando junto e trazendo pro paladar de dentro

Todas essas sensações que ninguém sabe nomear...

Mordidas.


4 comentários:

Babizinha disse...

rs Só você mesmo viu, Tati para transformar nossas conversas em poesia.

Essa fica top das tops! (:

Mordidinhas, mordidonas para você.

Raphilicious disse...

Oiee!

Está rolando a promoção da Irmandade da Adaga Negra. Passa lá no blog, se inscreve e você pode ganhar um exemplar do livro Amante Sombrio + um kit com marcadores super personalizados dos Irmãos! Participa!

Xêro da Rapha! :*

Inercya disse...

Awwn, que delícia de texto!
Tuas palavras me derão vontades. Queria mesmo umas mordidas, mas nem posso agora. Isso é triste hahahah

Achei o texto um tanto sensual e provocativo, hein? Curti muito!
:*

Rebeca Postigo disse...

Adorei!!!

Bjs