sábado, 25 de setembro de 2010

[Palavras Mil]


Meu farol é você

“Quando caminho no escuro, é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro” Vander Lee – Farol [experimente ler ouvindo a canção é bom]


Caminha nas ruas, passando na frente de carros em movimentadas avenidas, arriscando-se sem se importar, talvez ela já tenha mesmo perdido a voz, a vista, a vida.

Perdeu-a dentro daqueles olhos, no momento em que pode vê-lo nos braços de outrem, era apenas um abraço, mas um abraço intenso demais para simples amigos.

Agora caminha, tentando deixar fincado ao chão junto aos passos, toda a tristeza que lhe mastiga o cerne e nas mãos, vai levando as rosas murchas que ganhara dele pela manhã e chega a pensar que foi tola por acreditar nas declarações de amor e presentes que lhe enviara.


Atingida por um carro que atravessa a avenida em alta velocidade é lançada com dores no asfalto e fica a ouvir as vozes ao seu redor, embargada pelas dores e angústias, quase adormecendo e no fundo, bem longe reconhece a voz familiar de Eduardo.

A voz chorosa e desesperada ecoa no fundo tentando reanimá-la;


- Amor, por favor, não me deixe! – Tata ela vai acordar Né? Ela vai ficar boa?


São as ultimas palavras que escuta antes de adormecer.


Horas depois acorda em um leito de hospital tendo as mãos do namorado entre as suas e sorri fraco por não compreender a presença da moça desconhecida em seu quarto. Recorda-se das ultimas palavras e em seguida revê a cena do abraço e delicadamente retira as mãos de dentre as dele.


Ele por sua vez, quando percebe que ela despertou, sorri abertamente, admite o medo que sentiu de perdê-la, confessa o seu Amor e enfim esclarece:


- Clara essa é minha irmã Rebeca, de quem eu te disse que fui separado quando criança porque fomos mandados para orfanatos diferentes. Ela me encontrou através do serviço social e foi até a companhia pouco antes do seu acidente, espero que não se importe dela estar aqui conosco.


Clara sorri fraco, fecha os olhos deixando um sorriso bobo dançar nos seus lábios e por fim diz;


- Tudo bem Duda e muito prazer Rebeca, seja bem vinda a família.

8 comentários:

Bell Souza disse...

ai que lindo, Tati! Triste por causa do acidente, mas como dizem "tudo se completa de algum jeito". [Rebeca *-*, meu nominho lindo na estória] Ah! Duda? De Eduardo? Duda não é de Eduarda?

Clara disse...

Os homens tem isso de serem durões até o momento da real chance de perderem um amor... Esse texto serve de lição, uma história bonita, mas que poderia muito bem ter final realmente trágico.

Adorei! :)

Tati disse...

Respondendo a pergunta da Bell:

Duda pode ser tanto para Eduardo, quanto para Eduarda, depende de cada pessoa, tratando-se de apelidos, não existem regras para criação do mesmo. Como no caso de Bia que nem sempre é de Bianca, variando de Beatris a outros nomes.

Tratando-se de apelidos é isso.

Chica disse...

Que liondo e um final muito legal!beijos,chica

MAILSON FURTADO disse...

Bela postagem...

Parabéns,muito bom!

Visitarei mais vezes!

Acesse:

http://mailsonfurtado.blogspot.com

Rodolpho Padovani disse...

Tati, o que um mal entendido não faz né? Mas que bom que no final td deu certo, tava torcendo aqui pra isso, hehe.

Bjs sua sumida...

Inercya disse...

Own, eu experimentei ler ouvindo a música, só que bem baixinho (me desconcentro fácil) e ficou tão lindo. Deu um ar de graça no conto, com a música ao fundo. Gostei da melodia.

E o texto, nem se fala. Acontecimentos rápidos, o que eu gostei.
:*

Rebeca Postigo disse...

Ah...
Lindo, lindo...
Quase chorei...
Hehehe...
Amei!!!

Bjs