Sina e Sombra

‘ Em um dia nasço dúvida, noutro, sou resposta! E nessa sina sigo, sendo resposta a tua dúvida e indago à minha nota.’ Vasculho uma, duas, três, quase cem vezes. Ele realmente arredou pé. Gostaria de saber onde está ao menos por agora. Foi-se tão firme no passo, que nem rastro deixou para que eu, o encontra-se pelo olfato ou pelo fato dele ser mais descuidado do que eu. Em sua ânsia e inquieta ambição nem pensou no quão só eu seria, o quanto careceria dele, de sua presença me deixando aturdida, me fazendo mais vagarosa do que de costume[embora eu muito, do natural, já seja]. Enfadada de caçar abrigo nos braços invisíveis de meu travesseiro, levantei-me pela 5° vez[talvez], e me dirigi com pesar até o lavabo. Desejava conseguir vomitar, mas não continha nada dentro pra cuspir e só meu corpo estremecia e gritava. Tornei ao quarto quente e embebido do suor que se expelia de meus poros, rendi-me ao vago enlace e lancei-me ao sofá. Botei os sonhos do garoto Zezé do Vasconcelos entre as pern...